O RELATO DE ALABAD

O RELATO DE ALABAD


A ESTE – Estação Teatral vai estrear a sua 39ª produção, “O Relato de Alabad”, no próximo dia 25 de Junho, às 21:30 horas, no Auditório da Moagem – Cidade do Engenho e das Artes, na cidade do Fundão, com apresentações entre 25 de Junho a 5 de Julho (de 5ª a sáb. às 21h30 / dom. às 17h00). "O Relato de Alabad” conta com texto original de Nuno Pino Custódio que assina também a encenação, cenografia e figurinos de Patrícia Raposo e interpretação de Pedro Diogo e Pedro Rufino (músico). A lotação do Auditório da Moagem será reduzida e o acesso ao espectáculo respeitará todas as normas da Direcção Geral de Saúde sobre esta matéria.

“O relato de Alabad” foi um monólogo escrito e interpretado por Nuno Pino Custódio, com encenação de Miguel Seabra, entre 2002 e 2003, no Teatro Meridional. A peça fala do ano de 1147 e da defesa de Lisboa contra portugueses e cruzados em trânsito para a Terra Santa (Segunda Cruzada). Partindo de relatos ocidentais, recria-se o ponto de vista do “lado de lá”, o dos muçulmanos, através da crónica de Alabad bin Muhammad Almançor, arqueiro e poeta. Fugido de Santarém (tomada de assalto pelos portugueses meses antes), Alabad e o seu irmão Youssef são acolhidos por um tio lisbonense, procurando aí recomeçar as suas vidas. Mas a esperança de uma existência feliz naquela cidade florescente e muito populosa em breve se transformará numa tormenta, quando os cristãos chegam às portas da cidade para conquistá-la (na perspectiva do defensor), para reclamá-la (na ideia do invasor). O cerco, que durará quatro longos meses, vai obrigar os habitantes de Lisboa a viverem ente o limite das suas forças, tendo a fome e a peste como pano de fundo, e o necessitarem de continuar a enveredar esforços para repelir o inimigo.Na tradição dos contadores de histórias e com acompanhamento musical-sonoro ao vivo, Alabad desdobra-se em inúmeras personagens e situações, descrevendo e confidenciando com palavras e gestos a perda de uma das mais importantes cidades comerciais do Al-Gharb Al-Andaluz. Já se conhecem os relatos de testemunhas presenciais do mesmo acontecimento. Agora há também este, vindo das muralhas de uma cidade caiada de branco. Tão verdadeiro e tão falso quanto os restantes que se conhecem…

 

Texto e encenação: Nuno Pino Custódio 

Interpretação: Pedro Diogo e Pedro Rufino (músico)

Assistência de encenação: Tiago Poiares

Concepção Plástica: Patrícia Raposo

Desenho de luz: Pedro Fino

Direcção Musical: Pedro Rufino